Terror Índigo #1 – Chamas da Morte

O barulho dos tiros de canhão batendo na madeira era música para meus ouvidos. No leme, gritando para os marujos entre gritos de loucura e gargalhadas, sentia a adrenalina pulsar nas minhas veias. O fogo e as explosões faziam meus olhos brilhar, como uma criança em uma loja de brinquedos.

– Enganchar! – eu grito, removendo todo o ar dos meus pulmões.

Eu manobrei o barco para o mais perto possível da embarcação adversária, e meus marujos giram as cordas com ganchos de metal na ponta, atirando-as em direção ao inimigo. Os ganchos que acertam o alvo fazem os barcos se aproximarem. Eu olho para cima e vejo toda a imponência que o navio rival perdera ao ser atacado. Com seus nove mastros, o Clipper é o modelo mais rápido dos mares de Arton. Se o capitão dominar as correntes de ar, é algo quase impossível alcançar um clipper. Mas a incompetência dos piratas, e a capacidade de minha tripulação me permitiu uma abordagem rápida e precisa.

Quando os cascos se chocaram, minha tripulação atacou com uma ferocidade barbárica. De sabres em punho e pistolas carregadas, rapidamente começaram a manchar o convés com sangue. O vermelho percorreu o chão, e o cheiro de pólvora preencheu do ar. Eu inalei a fumaça dos disparos, e gargalhei em voz alta. Andei em direção ao foco do conflito, deixando o meu barco para trás. Eu olho envolta, procurando o capitão. Eu avisto um homem usando um chapéu longo e preto, e atiro em sua mão. Ele não sabe de onde veio o tiro, e cai no chão gritando de dor. Eu ando em sua direção, e coloco o pé no peito dele o empurrando para trás, fazendo com que ele deite de costas no assoalho do navio.

– Chega! Rendam-se ou o capitão morre! – eu falo isso e desembainho a espada, apontando para a face do meu adversário deitado do convés.

O combate começa a se acalmar, e todos olham para mim e para o outro capitão. Eu pressiono a espada em direção a garganta dele, deixando uma única gota de sangue escorrer.

– Não me mate por favor! – ele clamou.

– Você não teve piedade dos quatro barcos de carga que saqueou e afundou, tão pouco de um valeiro de pescadores que você torturou até a morte. O que você tem para dizer em sua defesa?

Um silêncio profundo se fez na embarcação. Apenas o som das ondas chagavam a nossos ouvidos.

– Eu já esperava isso. Amarrem todos aos mastros. – eu ordeno para minha tripulação.

Alguns minutos de trabalho, e todos os piratas estão com as mãos atadas, e todo seu tesouro sob nossa posse.

– Por que você está fazendo isso? Você é do Reinado ou do Império Tauron? – pergunta a mim um dos bandidos.

– Os minotauros são escravocratas repugnantes. O Reinado é incompetente, não consegue sequer esmagar vermes como vocês. Eu sou o Capitão Firststone. Eu caço a escória como vocês, piratas impunes.

– O que você vai fazer conosco? – ele me encara apavorado.

Eu dou as costas aos meus inimigos.

– Vamos partir, ajustar as velas!

O Abismo, minha fragata, começa a se deslocar. Quinze metros de distância percorrida, eu olho para trás e ergo meu sabre.

– Vermes.

Um raio atinge o clipper, partindo o navio instantaneamente ao meio. Uma onda de choque se espalha pelo mar, fazendo o cheiro de eletrecidade e magia permear o mar.

Eu me viro para minha tripulação.

– Vamos homens! Temos um longo caminho até chegar em casa!

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